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terça-feira, 2 de julho de 2019

Frustração, expectativa alta ou realidade baixa?

Hoje de manhã, estava pensando cá com meus botões sobre a frustração, seus efeitos e seus motivos.
Desse assunto tenho algum conhecimento, por sempre trabalhar com programação de produção, e depender que várias pessoas cumpram uma sequência de tarefas e se houver trocas ou atrasos tudo fica comprometido, já me irritei muito com isso, ficava muito bravo, frustrado por ver que o meu trabalho tinha sido em vão.
Pra ajudar tenho o Matias que tem muita dificuldade em lidar com a decepção e frustração. Mudança sempre vem acompanhada de muito estresse.
Nesse meu devaneio matinal, lembrei de duas músicas uma dos anos 80, e outra dos anos 90 que tratam com humor esse assunto.
A dos anos 80 é rebelde sem causa do Ultraje à rigor em que a música toda é uma reclamação pelo fato do jovem ter tudo o que quer de maneira muito fácil e com isso fica frustrado.
... Meus pais não querem que eu fique legal, meus pais não querem que eu seja um cara normal...
... Não vai dar, assim não vai dar como é que vou crescer sem ter com quem me revoltar, pra eu amadurecer sem ter com quem me rebelar...

Nesse caso a frustração é por ter "tudo" ele gostaria de ter dificuldade para conquistar essas coisas.

A outra música é a 1406 dos mamonas, a primeira frase já é esclarecedora.
... Eu queria um apartamento no Guarujá, mas o melhor que consegui foi um barraco em Itaquá. (quando trabalhei em Itaquá, conheci um cara que era vizinho desse barraco da música, os mamonas ensaiavam nesse barraco que era dos dois irmãos o baixista e baterista). A música segue com alto teor de ironia ao dizer a frustração por ver a filha chorando por um colar de diamante ou o filho por um avião.
Nesse caso a frustração é por não ter.
Em Ambos os casos há frustração um por muito ter e outro por pouco ter. Mas tudo gira em torno do "ter" possuir o não algo.
Qual é o motivo das nossas frustrações?
Pelo que temos ou pelo que não temos?
Ou por achar que merecíamos ter algo?
Sempre escuto e já falei também que não devemos criar grandes expectativas, porque grandes expectativas não realizadas geram grandes decepções.
De fato funciona, quando não se espera nada, não tem com que se frustrar, será mesmo?
Penso que o erro não está em ter grandes expectativas, o erro reside em quem a colocamos. Nos frustramos quando esperamos de quem não pode ou não quer nos dar o que queremos. Quando achamos que temos direito, quando olhamos para as pessoas como se fossem nós.
Depositar muita expectativa em seres humanos temos uma enorme chance de nos frustrar.
O segredo de não se frustrar é esperar em Deus, e não exigir das pessoas que sejam como achamos que somos.
E no meu caso na programação já estou bem resolvido, se não der certo, faço novamente.
E no caso do Matias ele irá sofrer um pouco até entender isso.
Demorei trinta e tantos anos e ainda não estou imune as frustrações.
Que Deus nos ajude a conviver com isso também.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Retomando as Atividades.



Depois de um longo e tenebroso inverno (leia-se) 3 anos e tralalá.
Digo que foi um tenebroso inverno porque esses anos foram bem puxados.
Passei por "muitas e não tão boas". Mas não quero fazer do blog um muro das lamentações, mas quero pensar o porquê que deixei de escrever? Algo que sempre gostei de fazer!
Posso elencar algumas possibilidades. Tinha perdido a Senha do Blogger, mas consegui logar hoje sem a menor dificuldade. Não parece ser o motivo.

Ah, estava muito corrido nesses últimos anos.
Foi o maior período de "inatividade" que vivi, fiquei parado por 6 meses e trabalhei outros 8 meses meio período fazendo um estágio, também não parece ter sido a causa.

Ah, agora sim! Foi a faculdade de matemática que me roubou todo o tempo.
Também não foi isso, o tempo que utilizava pra estudar era muito inferior ao tempo livre.

Então deixando as desculpas e escusas defensivas de lado, posso dizer que perdi nesses últimos anos a motivação, esse blog já foi apologético, já foi, ou tentou ser, um diário do cotidiano de um cristão que vivência suas experiências e tenta fazer analogias com os ensinos bíblicos.
Mas nesse tenebroso inverno, o frio congelou a criatividade e o desejo de escrever, confesso que estou longe de ser um erudito, que não fui um apreciador de literatura, que me encantava mais livros sobre história e geografia, livros de teologia à livros românticos cheios de ficção.
Mas me esforço em me fazer entendido, em passar uma ideia, um pensamento ou uma indignação.
Precisei passar por esse processo, a lembrança da existência do blog acende uma luz de esperança, uma pequena chama em uma fogueira que pretende não fazer com que o inverno deixei de existir, mas que seja possível viver nele. Uma fogueira que me aproxima de tantas outras pessoas que também estão nesse mundo, aguardando ansiosamente a volta de Cristo, que não tem prazer nessa pátria, que sonha com a celestial.
Demorei pra entender que não preciso sair do inverno tenebroso para me aquecer, preciso estar próximo do calor, por muito tempo pedi pra fugir dessa realidade, mas hoje vejo que a graça de Deus me basta.
Não que esteja próximo de 1% de quem foi e de que fez o apóstolo Paulo em qualquer quesito, mas tomadas as devidas proporções, nesse caso uma distância abissal, a verdade contida no texto de 2Cor. 12-9 é 100% aplicada hoje, na minha fraqueza a graça de Deus se revela, suficiente pra me manter. Quando me sinto fraco, então sou forte! Aleluia.
Que alívio saber que mesmo que não exista nada mais que eu possa fazer e mesmo assim Deus irá estar comigo me dando forças. Que alegria ser achado em tristeza e ser consolado pelo Santo Consolador.
Que maravilha não precisar provar ser o melhor! É quão importante ter essa consciência, não uma frase dita da boca pra fora, mas uma certeza do coração pra dentro.
"Quanto tempo eu levei pra entender que nada sou".  Que bom saber disso, sem falsa humildade, sem hipocrisia, sem disfarce.
Graças a Deus, por sua sublime misericórdia, inigualável graça, majestosa bondade. Amem