Pesquisar este blog

sábado, 17 de janeiro de 2026

A Bigorna da realidade

A BIGORNA DA REALIDADE        

   

     O apresentador Emílio Zurita, do programa Pânico, usa repetidamente essa expressão ao tratar de assuntos sobre política e sobre os jovens pagando seus primeiros "boletos".

        Mas essa bigorna, quando nos acerta, como com o coiote do desenho animado, faz um grande estrago. Porque, em geral, estamos iludidos com uma realidade paralela e, quando nos deparamos com a realidade "real" (desculpe o pleonas
mo vicioso), somos devastados e esmagados.

        Eu, infelizmente ou felizmente — ainda não sei —, fui soterrado por uma bigorna de 1000 Tn; meu castelo de cartas foi levado por um ciclone extratropical. Tudo o que eu achava que era ou deveria ser, como homem, marido e pai, era essa ilusão que foi desmoronada.

        No dia 09/01/2026, após um passeio em família em Caraguatatuba, no dia seguinte, após uma noite que para mim teria sido tranquila e prazerosa*.

        Sou bombardeado com a frase "Temos que tirar esse o elefante da sala"... e, daí para frente, fui informado de como sou exatamente o oposto do que gostaria de ser nessas três categorias: Homem, Marido e Pai.

        Outras conversas parecidas ocorreram em outras oportunidades nesses quase 20 anos de casado, mas nunca de uma maneira tão incisiva e com possíveis desdobramentos drásticos e ameaçadores.

        Nessas outras ocasiões, sempre estive na defensiva, transferindo culpa para terceiros e me esquivando. Mas agora foi diferente: decidi mudar e lutar para ser quem eu desejava (e achava) ser.

É triste ouvir coisas como:

  • Não tenho prazer em estar com você
  • Você me fez chorar e não percebeu
  • Carrego traumas emocionais por sua causa
  • Seus filhos têm medo de você
    E por aí vai...

        Um pedido de distanciamento físico para tratar das feridas emocionais, seguido de uma lista de atitudes incoerentes com a minha fé e autoleitura vieram a seguir numa espiral de acusações e ressentimentos justificados pela minha total inabilidade em me relacionar com as pessoas que mais amo.

        Relendo o blog sobre as perspectivas de 2022 e o resumo de 2021, vejo como estava totalmente alienado, como já estava sendo "tolo" e achando que estava tudo bem.

        Estou já há 6 dias nessa cruzada, em busca da restauração do meu casamento e da minha relação com meus filhos.

        Talvez, se estivesse ainda entorpecido pelo meu castelo de cartas e sem o impacto da bigorna da realidade, estivesse comemorando minha formatura no curso de bacharel em Teologia no JMC; talvez estivesse escrevendo sobre minha insatisfação em esperar mais um ano antes da ordenação ao sagrado ministério.

        Respondendo ao questionamento anterior — FELIZMENTE fui golpeado pela bigorna da realidade; felizmente terei mais um ano para arrumar minha casa antes de ser consagrado ao pastorado; felizmente DEUS me deu uma segunda chance de corrigir minha rota e reorganizar minha vida sentimental e familiar.

        É, meus amigos inexistentes (visto que ninguém lê esse blog ou lerá essa publicação), assim como o coiote, tento me reerguer após ser solapado pela bigorna ACME da realidade. E garanto: não está sendo fácil; pelo contrário, estou sendo acrisolado como a prata depurada 7x. Estou com o coração apertado, mas não vou desistir.

        Que 2026 seja um ano de mudanças significativas na Família Viana Stefani, começando em mim e reverberando em todos os membros de maneira marcante.

        Que Deus, em sua infinita graça e misericórdia, me ajude nessa empreitada, até porque só nele conseguirei ter forças para vencer essa grande batalha. 


        

       

Nenhum comentário:

Postar um comentário